20 abril 2006

Creche

O Rafael agora chora quando o deixamos na creche. Sempre ficou bem, desde o início, mas agora assim que entra começa a apontar para a rua e a agarrar-se para não sair do colinho. Esteve algum tempo sem ir, alguns dias nas férias da Páscoa e quando houve a "epidemia" da varicela e da escarlatina, mas já foi mais de uma semana seguida e o comportamento não muda. Fica muito sentido a chorar quando o passamos a uma auxiliar e só se cala com um suborno - leia-se bolacha. Quando o vamos buscar começa a bater palminhas e a dançar todo contente e dizem sempre que esteve bem durante o dia. Não acredito que o tratem mal, claro que não lhe podem dar tanta atenção como a que lhe é dada em casa quando ficamos com ele, mas nunca veio com marcas, nem sequer com o rabinho assado. Espero que seja uma fase passageira. Já custa tanto estar o dia todo sem ele quanto mais assim...

Regresso ao trabalho

Ao regressar aos treinos de orientação e mobilidade, ou seja, andar de um lado para o outro várias horas por dia, é que vejo como a barriga cresceu e já pesa. O que antes não me custava nada agora põe-me a "arfar". Subir e descer escadas, andar 45 minutos de um lado para o outro com um aluno, fazer os treinos para casa... Fico de tal maneira que quando chego a casa já não consigo fazer quase nada, e ainda faltam 9 semanas sempre a crescer! Espero que seja uma questão de treino e que para a semana já me aguente melhor.

19 abril 2006

Férias

Como trabalho numa escola não trabalho durante as interrupções escolares e como os meninos que apoio no meu outro local de trabalho também têm direito a férias, as férias escolares são para mim também umas semi-férias pois tenho apenas algumas horas em alguns dias de trabalho.

Antes destas férias, como são as últimas antes da piolhita nascer e antes do fim do ano lectivo, tinha planeado fazer um montão de coisas, desde adiantar o trabalho que tenho de entregar na faculdade, passando por organizar a casa para a chegada da bebé e tratar das coisinhas dela. Mas como não gosto muito de pôr o piolho na creche quando estou em casa, ele ficou comigo vários dias.

Conclusão, não fiz nem metade do que tinha planeado fazer, apenas tratei das roupinhas dela (nem cheguei a tocar no trabalho da faculdade) mas pude curtir o meu piolho :).

17 abril 2006

Gravidez do Rafael Vs Gravidez da Feijoca

Na gravidez do Rafael:
  • Queria que o tempo passasse rápido, queria tê-lo ao pé de mim do lado de fora.
  • Qualquer coisa me assustava e fazia com que fosse a uma consulta ao hospital mais cedo do que o marcado (e eu tinha consultas marcadas de 3 em 3 semadas) ou até mesmo às urgências.
  • Deixei de trabalhar em Dezembro porque me cansava muito.
  • Preparei a sua chegada 3 meses antes da data prevista para o parto. Mala, roupa, quarto, tudo.
Nesta gravidez:
  • Quero que o tempo passe devagarinho, mas está a passar muito mais rápido. Também a quero cá fora ao pé de mim, mas não estou nada ansiosa e só de pensar que vou ter de ficar longe do meu piolhito quando ela nascer até me arrepia.
  • Tenho consultas mais espaçadas no hospital e apenas fui às urgências muito no início devido a uma gastroentrite e depois de ter capotado com o carro.
  • Trabalho mais horas do que trabalhava na gravidez do Rafael, faço muito mais coisas, mas canso-me menos (que remédio...) e espero conseguir trabalhar até ao fim do ano lectivo (que é a data prevista para ela nascer).
  • Aproveitei as férias da Páscoa para organizar as roupinhas dela mas ainda não tenho nem metade das coisas prontas.
  • Ela mexe-se muito mais do que o irmão fazia e com mais genica.

15 abril 2006

Tal pai tal filho

O pai dos piolhos é completamente viciado em televisão. Assim que chega a casa a primeira coisa que faz é ligar a televisão, fica vidrado a olhar mesmo que esteja a dar um programa que não gosta ou até publicidade.

O piolho também vê televisão, sempre tentámos que não visse muita mas é impossível com um pai viciado. Começou a mostrar interesse pelo Ruca e pelo Noddy (mais pelo genérico) e arranjámos-lhe alguns DVDs desses bonecos. Juntando os que já tinhamos de filmes de animação, especialmente de clássicos da Disney que eu adoro, e com as Músicas da Carochinha e a Escolinha de Música (o preferido do piolho), ficou com uma colecção já grandota.

A televisão servia para o manter entretido quando precisava de fazer alguma coisa e ele não ficava bem em lado nenhum, resulta muito bem estar sentado na cadeira de refeições a ver um filme ou um DVD de música durante algum tempo, mas tentei sempre não utilizar muito essa estratégia.

No aniversário do Rafael os avós ofereceram-lhe uma televisão do Mickey, super gira com umas orelhas e com as indicações que aparecem no ecran com bonecos da Disney. Como não temos televisão por cabo nem antena exterior a televisão não daria para ver nada, por isso comprámos o leitor de DVD da mesma colecção.

Aprendeu que ali passam os desenhos animados e as músicas com os bonecos e agora já pede para ver... Aponta para a televisão, faz hum, hum, e começa a dançar, muitas vezes assim que acorda e por ele os aparelhos estariam sempre a funcionar.

Tenho um piolho de um ano viciado em televisão. Já diz o ditado, tal pai, tal filho.

13 abril 2006

Piolho Aventureiro

Entre os 10 e os 11 meses, quando começou a querer estar de pé e a andar, não prescindia das nossas mãos. Quando o colocávamos agarrado a qualquer coisa ficava cheio de medo e agarrava-se logo a nós. Aos poucos foi gostando de estar agarrado sozinho e chegou a passar bastante tempo a brincar sozinho agarrado à sua mesa de actividades da Chicco.

O passo seguinte foi estimulá-lo a andar agarrado. Colocávamos-o agarrado às grades da cama e, com um brinquedo, tentáva-mos que andasse. Ao fim de quatro ou cinco tentativas lá andou alguns passitos, mas assim que chegava ao pé de nós queria agarrar-nos. Com o tempo lá foi conseguindo andar agarrado, primeiro só para o lado direito.

Pusemos brinquedos estáveis desde a mesa da Chicco até à caminha e fomos o ajudando a passar de uns para os outros, em pouco tempo passou a fazê-lo sozinho.

Há cerca de duas semanas dei com ele a tentar apanhar a porta do quarto, que abre na direcção da caminha. A semana passada deixei-o na mesa de actividades e apenas no tempo de ir ao meu quarto buscar ou pôr qualquer coisa, fui dar com ele todo contente agarrado à parede do corredor. Aprendeu também na semana passada a pôr-se de pé partindo de sentado, se tiver alguma coisa a que se possa agarrar perto (antes apenas o fazia se fosse agarrado a nós). Às vezes a tentar pôr-se de pé escorrega e fica deitado de barriga para baixo, aí já não se consegue levantar nem sentar, apenas consegue rodar...

Temos tentado agora que se equilibre sozinho e que dê passinhos sozinho. Quando o começámos a colocar encostado a um de nós para que andasse para o outro que se encontrava à sua frente, atiráva-se (literalmente) sem mexer os pés, ao mesmo tempo que dava um gritinho, de tal maneira era que uma vez o pai se distraiu e o piolho foi de nariz à relva do parque das nações... Isso não fez com que ficasse com medo. Desde esse dia, sempre que nos vê perto dele dá um gritinho, larga-se de onde está agarrado e atira-se para nós.

Agora anda agarrado a tudo, nem que seja às paredes, consegue compensar muito bem os desequilíbrios que tem para trás e quando cai fica sentado. Os atiranços já vão acompanhados de uns passinhos (dois ou três) desiquilibrando-se depois para a frente, e deixaram de ser exclusivos para nós para passarem a ser também para os sítios para onde quer ir e não tem onde se segurar no percurso (até agora sempre apenas quando nos tem por perto) sendo sempre precedidos por um gritinho fantástico. Ontem apanhei-o a atirar-se de uma parede para a outra para fazer um atalho e não ter de contornar o canto do quarto...

Acabou-se o sossego, já não o posso deixar sozinho no quarto, onde até agora ficava à vontade porque não tem qualquer perigo de acidente mais grave e tem o chão (que é de mosaico) todo forrado com uns quadrados de esponja com números e letras. Vamos ter de arranjar espaço para (re)experimentar o parque se precisarmos que fique sozinho...

Refeições

Depois de uma banhoca, que adoooora, e cheio de sono, porque um dia passado na creche é cansativo para qualquer um, nada como pôr a mão na boca cada vez que come uma colher de sopa (com a fruta não faz isso) e depois passá-la pelo cabelo... É o que acontece por aqui. O resultado: um piolho cheio de sopa no cabelo depois de ter tomado banho.

Apesar das peripécias diárias com o jantar, o rapaz come muito bem, muito bem mesmo.
O pequeno almoço é um biberon de leite, 270 ml, com nestum e se nos vir a comer depois pede para comer também.
Na creche come a fruta a meio da manhã e depois almoça a sopa e o prato de carne ou peixe (come sempre tudo). Em casa come a fruta depois ou antes do almoço, ou antes e depois, dependente do tempo que falta para o almoço estar pronto e da fome do piolho. Come sempre um prato cheio de sopa, quanto mais grossa melhor, depois come um prato de carne ou peixe, sempre acompanhados de legumes e arroz, massa ou batatas. A fruta pode ser uma manga, uma maçã e uma banana, um kiwi...
Ao lanche come dois iogurtes e bolachas, ou uma pratada de papa, ou uma papa de fruta com leite e flocos de aveia, ou um batido de fruta e bolachas, aqui depende da imaginação e disponibilidade da mãe.
O jantar é a sopa de legumes, simples ou com pinhões, nozes ou amêndoas moídos ou uma gema de ovo, seguido de uma ou duas frutas.
Quando ainda está a pedir mais (e a sopa foi simples) come um ovo mexido ou queijo depois da sopa. Por volta da meia noite oferecemos-lhe um biberon de leite (270 ml) que umas vezes bebe outras não, sem acordar.

Sempre que vê alguém comer, mesmo depois das refeições, estica a mãozinha na direcção da pessoa e pede "ma" - mais.

Porque é que será que já lhe chamaram texuguinho?!? :)

12 abril 2006

Vida no campo

Viver no campo tem as suas vantagens e desvantagens, para mim mais vantagens que desvantagens :)

Abrir a janela e o ar cheirar a flores, a plantas, a natureza;
Olhar pela janela e ver as árvores, as ovelhas a pastar,...
Acordar e ouvir os passarinhos a cantar;
Ouvir os grilos à noite e ver as estrelas;
Sair do trabalho e por muito atrasada que esteja ou com muitas coisas para fazer, acalmar a ver a linda paisagem que me rodeia;
Brincar no quintal;
Não estar constantemente a ouvir carros a passar;
Não ter trânsito;
As pessoas da aldeia conhecem-se todas (também pode ser uma desvantagem...);
As crianças podem brincar à vontade fora de casa;
...

Contudo...
Seria impossível morar aqui sem ter carro;
Como não há nada perto, para fazer seja o que for tem de ser de carro;
Demoramos entre 40 min a 1 hora a chegar a Lisboa (mas sem muito trânsito para o local onde vou);
Não temos nenhum familiar a menos de 30 minutos de caminho;
Existem poucas crianças;
Na Primavera temos a casa invadida por bichos de conta.

Para nós o saldo é muito positivo e já não nos imaginamos a viver novamente num prédio, no meio de um centro urbano, cheio de gente e carros. Para nós isto é qualidade de vida!

11 abril 2006

Apresentação

Para começar nada melhor que uma breve apresentação!
Moramos nos arredores de Lisboa, numa casinha pequenina no campo. Temos um cão e um gato dos quais o Rafael gosta muito.
O Rafael é um bebé muito bonzinho, anda agarrado a tudo o que apanha, já consegue pôr-se de pé agarrado a qualquer coisa, desde que esteja sentado, fala pouco (mamã, papá, ma - mais, tá tá - já está, bu - luz, ca - cão), adora tomar banho e começou agora a fazer adaptação ao meio aquático, come de tudo e gosta e quanto menos a comida for "à bebé" mais ele gosta.
A Feijoca está prevista para 22 de Junho e ainda não tem nome definido, mexe-se muito, mais do que mexia o mano. Não foi planeada mas é muito bem vinda e desejada. A gravidez tem sido calma, começando agora a "pesar", já me é muito difícil subir muitas escadas com o Rafael ao colo ou levantar-me do chão com ele ao colo.
Eu trabalho em Lisboa, numa escola, como técnica de orientação e mobilidade e no Sobral de Monte Agraço, faço apoio escolar e dou explicações.
O pai dos piolhos é técnico de informática e um pai à maneira, faz tudo ao piolhito e adora fazê-lo.
E somos nós! Espero ter tempo para vir dando novidades.