20 abril 2006
Creche
Regresso ao trabalho
19 abril 2006
Férias
Como trabalho numa escola não trabalho durante as interrupções escolares e como os meninos que apoio no meu outro local de trabalho também têm direito a férias, as férias escolares são para mim também umas semi-férias pois tenho apenas algumas horas em alguns dias de trabalho.
Antes destas férias, como são as últimas antes da piolhita nascer e antes do fim do ano lectivo, tinha planeado fazer um montão de coisas, desde adiantar o trabalho que tenho de entregar na faculdade, passando por organizar a casa para a chegada da bebé e tratar das coisinhas dela. Mas como não gosto muito de pôr o piolho na creche quando estou em casa, ele ficou comigo vários dias.
Conclusão, não fiz nem metade do que tinha planeado fazer, apenas tratei das roupinhas dela (nem cheguei a tocar no trabalho da faculdade) mas pude curtir o meu piolho :).
17 abril 2006
Gravidez do Rafael Vs Gravidez da Feijoca
- Queria que o tempo passasse rápido, queria tê-lo ao pé de mim do lado de fora.
- Qualquer coisa me assustava e fazia com que fosse a uma consulta ao hospital mais cedo do que o marcado (e eu tinha consultas marcadas de 3 em 3 semadas) ou até mesmo às urgências.
- Deixei de trabalhar em Dezembro porque me cansava muito.
- Preparei a sua chegada 3 meses antes da data prevista para o parto. Mala, roupa, quarto, tudo.
- Quero que o tempo passe devagarinho, mas está a passar muito mais rápido. Também a quero cá fora ao pé de mim, mas não estou nada ansiosa e só de pensar que vou ter de ficar longe do meu piolhito quando ela nascer até me arrepia.
- Tenho consultas mais espaçadas no hospital e apenas fui às urgências muito no início devido a uma gastroentrite e depois de ter capotado com o carro.
- Trabalho mais horas do que trabalhava na gravidez do Rafael, faço muito mais coisas, mas canso-me menos (que remédio...) e espero conseguir trabalhar até ao fim do ano lectivo (que é a data prevista para ela nascer).
- Aproveitei as férias da Páscoa para organizar as roupinhas dela mas ainda não tenho nem metade das coisas prontas.
- Ela mexe-se muito mais do que o irmão fazia e com mais genica.
15 abril 2006
Tal pai tal filho
O piolho também vê televisão, sempre tentámos que não visse muita mas é impossível com um pai viciado. Começou a mostrar interesse pelo Ruca e pelo Noddy (mais pelo genérico) e arranjámos-lhe alguns DVDs desses bonecos. Juntando os que já tinhamos de filmes de animação, especialmente de clássicos da Disney que eu adoro, e com as Músicas da Carochinha e a Escolinha de Música (o preferido do piolho), ficou com uma colecção já grandota.
A televisão servia para o manter entretido quando precisava de fazer alguma coisa e ele não ficava bem em lado nenhum, resulta muito bem estar sentado na cadeira de refeições a ver um filme ou um DVD de música durante algum tempo, mas tentei sempre não utilizar muito essa estratégia.
No aniversário do Rafael os avós ofereceram-lhe uma televisão do Mickey, super gira com umas orelhas e com as indicações que aparecem no ecran com bonecos da Disney. Como não temos televisão por cabo nem antena exterior a televisão não daria para ver nada, por isso comprámos o leitor de DVD da mesma colecção.
Aprendeu que ali passam os desenhos animados e as músicas com os bonecos e agora já pede para ver... Aponta para a televisão, faz hum, hum, e começa a dançar, muitas vezes assim que acorda e por ele os aparelhos estariam sempre a funcionar.
Tenho um piolho de um ano viciado em televisão. Já diz o ditado, tal pai, tal filho.
13 abril 2006
Piolho Aventureiro
O passo seguinte foi estimulá-lo a andar agarrado. Colocávamos-o agarrado às grades da cama e, com um brinquedo, tentáva-mos que andasse. Ao fim de quatro ou cinco tentativas lá andou alguns passitos, mas assim que chegava ao pé de nós queria agarrar-nos. Com o tempo lá foi conseguindo andar agarrado, primeiro só para o lado direito.
Pusemos brinquedos estáveis desde a mesa da Chicco até à caminha e fomos o ajudando a passar de uns para os outros, em pouco tempo passou a fazê-lo sozinho.
Há cerca de duas semanas dei com ele a tentar apanhar a porta do quarto, que abre na direcção da caminha. A semana passada deixei-o na mesa de actividades e apenas no tempo de ir ao meu quarto buscar ou pôr qualquer coisa, fui dar com ele todo contente agarrado à parede do corredor. Aprendeu também na semana passada a pôr-se de pé partindo de sentado, se tiver alguma coisa a que se possa agarrar perto (antes apenas o fazia se fosse agarrado a nós). Às vezes a tentar pôr-se de pé escorrega e fica deitado de barriga para baixo, aí já não se consegue levantar nem sentar, apenas consegue rodar...
Temos tentado agora que se equilibre sozinho e que dê passinhos sozinho. Quando o começámos a colocar encostado a um de nós para que andasse para o outro que se encontrava à sua frente, atiráva-se (literalmente) sem mexer os pés, ao mesmo tempo que dava um gritinho, de tal maneira era que uma vez o pai se distraiu e o piolho foi de nariz à relva do parque das nações... Isso não fez com que ficasse com medo. Desde esse dia, sempre que nos vê perto dele dá um gritinho, larga-se de onde está agarrado e atira-se para nós.
Agora anda agarrado a tudo, nem que seja às paredes, consegue compensar muito bem os desequilíbrios que tem para trás e quando cai fica sentado. Os atiranços já vão acompanhados de uns passinhos (dois ou três) desiquilibrando-se depois para a frente, e deixaram de ser exclusivos para nós para passarem a ser também para os sítios para onde quer ir e não tem onde se segurar no percurso (até agora sempre apenas quando nos tem por perto) sendo sempre precedidos por um gritinho fantástico. Ontem apanhei-o a atirar-se de uma parede para a outra para fazer um atalho e não ter de contornar o canto do quarto...
Acabou-se o sossego, já não o posso deixar sozinho no quarto, onde até agora ficava à vontade porque não tem qualquer perigo de acidente mais grave e tem o chão (que é de mosaico) todo forrado com uns quadrados de esponja com números e letras. Vamos ter de arranjar espaço para (re)experimentar o parque se precisarmos que fique sozinho...
Refeições
Apesar das peripécias diárias com o jantar, o rapaz come muito bem, muito bem mesmo.
Sempre que vê alguém comer, mesmo depois das refeições, estica a mãozinha na direcção da pessoa e pede "ma" - mais.
Porque é que será que já lhe chamaram texuguinho?!? :)
12 abril 2006
Vida no campo
Abrir a janela e o ar cheirar a flores, a plantas, a natureza;
Olhar pela janela e ver as árvores, as ovelhas a pastar,...
Acordar e ouvir os passarinhos a cantar;
Ouvir os grilos à noite e ver as estrelas;
Sair do trabalho e por muito atrasada que esteja ou com muitas coisas para fazer, acalmar a ver a linda paisagem que me rodeia;
Brincar no quintal;
Não estar constantemente a ouvir carros a passar;
Não ter trânsito;
As pessoas da aldeia conhecem-se todas (também pode ser uma desvantagem...);
As crianças podem brincar à vontade fora de casa;
...
Contudo...
Seria impossível morar aqui sem ter carro;
Como não há nada perto, para fazer seja o que for tem de ser de carro;
Demoramos entre 40 min a 1 hora a chegar a Lisboa (mas sem muito trânsito para o local onde vou);
Não temos nenhum familiar a menos de 30 minutos de caminho;
Existem poucas crianças;
Na Primavera temos a casa invadida por bichos de conta.
Para nós o saldo é muito positivo e já não nos imaginamos a viver novamente num prédio, no meio de um centro urbano, cheio de gente e carros. Para nós isto é qualidade de vida!






