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17 abril 2009

Vício

Lembro-me de quando fui comprar o meu primeiro livro "de letras", não sei que idade tinha mas andava na primária, na segunda ou terceira classe. Dos de bonecos sempre tive muitos, sempre vivi rodeada de livros, mas aquele foi especial. Lembro-me de entrar no oculista (em Loures era o oculista que vendia livros) e de descer as escadas para o piso de baixo de mão dada com a minha mãe, lembro-me que não havia muita luz e do cheiro a papel. A minha mãe disse-me para escolher um da estante, estivemos ali a desfolhar os livros ainda um bocado, a escolher esse livro especial. Depois de muito ver escolhi este, o número um porque desde sempre gosto de começar a ler uma colecção do princípio. Lembro-me de o ler, vezes e vezes sem conta. Depois deste vieram mais, sempre que iamos ao hipermercado, na altura em que se ia ao hiper no máximo uma vez por mês, elas compravam-me pelo menos um livro, desta ou de outra colecção juvenil. Os cinco, os sete, viagens no tempo, patricia, e eu sei lá mais quantos. Li todos, todinhos e os desta colecção foram, se não todos, quase todos, lidos mais que uma vez. Andava no ciclo quando comecei também a ler livros de mais crescidos ainda, os da minha mãe, lembro-me de estar doente, dois ou três dias em casa e de ler uns 3 ou 4 livros de Konsalik, escritor de eleição da minha mãe. Nunca fui muito fiel a autores, sempre li vários, ou porque gostava do resumo, ou porque alguém tinha lido e falado nisso, ou simplesmente porque gostava da capa ou do cheiro. Além de romances sempre comprei livros de puericultura, de religiões/culturas diferentes, gramáticas, educação, livros técnicos de diversas áreas...


Com 3 filhos é mais dificil de ler tanto, de ter tempo para ler tudo o que gostava ou mesmo de passar um dia apenas a ler (ou uma noite), mas com eles voltaram novamente os livros de pequeninos e agora há muito mais variedade de quando eu era pequena. Eles têm muitos, mesmo muitos livros, de tecido, de cartão grosso, de abas, de histórias, mas mesmo assim é muito difícil entrar numa livraria e não trazer nenhum. Eles gostam, não há dia que não passem um bocado a "ler", mesmo sozinhos, vão buscá-los e veêm. Ao fim do dia tenho quase sempre um ou mais livros pelo chão de todas as assoalhadas.

É um vício, confesso, este dos livros, mas acho que um bom vício e espero poder passá-lo a eles.

E como já comprei vários livros que vi por aqui, que outras mamãs têm e sugerem e vou começar também a mostrar alguns dos nossos, quem sabe não fazem também tanto sucesso como aqui!



Um dos últimos que comprei, que temos andado a ler e que o Rafael tem gostado muito é este.

"Já conhecem Tachi, o grilo tibetano que vive no jardim de Ditza? É um grilo simpático e devorador de alface que veio do Tibete num avião, dentro da mala de um turista. Tachi faz meditação e canta um mantra, uma fórmula mágica que torna as pessoas e as coisas melhores. A fórmula mágica é «om mani peme hung hri» e Ditza chama-lhe «mantra dos memés». Acompanha Tachi, Ditza e o gato Caroço nestas divertidas aventuras! Três contos lindíssimos: O Mantra dos Memés, As Asas da Borboleta, A Laranjeira Mágica. "

"A Tsering escreveu um livro para crianças com três aventuras de um simpático grilinho tibetano e dos seus dois amigos. Um grilinho vindo do Tibete, uma menina que vive na cidade e um gato pachorrento são as três personagens com que começam estas divertidas aventuras em que se fica a saber quem é o Buda e como as nossas acções são importantes. Através de uma viagem a três ilhas encantadas, os nossos amigos descobrem ainda o poder dos desejos e das intenções."

É mesmo muito giro, daqueles que quando começamos a ler não apetece parar